Quem somos

Histórico: A EB começou na UNICAMP em 1974, no antigo Departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Engenharia de Campinas (DEE-FEC). As atividades de pesquisa e desenvolvimento e a concomitante formação de recursos humanos em nível de pós-graduação sempre resultaram da colaboração com equipes das áreas médicas e biológicas e, em algumas ocasiões, com outras engenharias (mecânica) ou física. A partir de 1982 a EB na UNICAMP recebeu um grande impulso com a criação do Centro de Engenharia Biomédica (CEB) que, localizado estrategicamente no centro da área médica da Universidade, favoreceu grandemente as atividades e colaborações com as equipes e as instalações da área médica. Estes fatos, aliados ao crescimento significativo do número de docentes na área, possibilitaram a criação de 8 disciplinas de pós-graduação e 2 disciplinas de graduação que vêm sendo ministradas regularmente desde então, com boa aceitação e procura pelos alunos.

A criação da Faculdade de Engenharia Elétrica (FEE) e o desmembramento do DEE em vários departamentos, e o amadurecimento da equipe do antigo “Grupo de Engenharia Biomédica” do DEE, resultaram na criação do Departamento de Engenharia Biomédica (DEB) em 1986. Os docentes do DEB se dedicam à pesquisa e ao ensino de EB, canalizando todos os recursos humanos e materiais disponíveis para o fortalecimento da EB com identidade clara e sem abrir mão da qualidade. Este trabalho se dá de forma integrada com o CEB e, reciprocamente, boa parte da pesquisa do CEB tem a colaboração do DEB.

Considerações atuais: Em abril de 2011, o New York Times publicou uma reportagem de Cecilia Simon listando as áreas de maior possibilidade de crescimento de empregos. Esta lista é encabeçada pela EB, com um crescimento previsto de 72% (12.000 novos postos de trabalho) em 2018. Os salários médios ficariam acima de US$ 80 mil por ano, chegando a US$ 100 mil para os consultores técnicos e científicos. Mesmo que esta previsão não necessariamente se reflita em tantas posições de trabalho, deve-se admitir que ela é muitas vezes maior do que para os engenheiros elétricos e eletrônicos, cujo crescimento previsto foi de 1%. Um ponto interessante da notícia é que o United States Department of Labor (Bureau of Labor Statistics) publicou em 2012 dados oficiais sobre empregos, mostrando novamente a liderança da EB e os altos salários previstos, apontando os 15.700 empregos gerados em 2010 e uma previsão de crescimento de 60% (entre 2010-2020), com 9.700 novos empregos.

Ainda que os números para o Brasil ou outros países possam não ser os mesmos, o cenário promissor do mercado de trabalho em EB sinaliza uma demanda crescente no número e na qualificação destes profissionais. Mais doutores em EB precisam ser formados para, por sua vez, formarem mais engenheiros biomédicos e pesquisadores. A condição essencial para a existência desse círculo virtuoso é um ambiente de formação profissional bem estabelecido, coeso e perene. Esta é a razão para a existência de um Departamento Temático que, a partir de regras bem estabelecidas e um corpo docente compromissado, possa atribuir aos formandos o título de Mestre ou Doutor em EB e responder por isso técnica e eticamente.

O Departamento de Engenharia Biomédica da FEEC: O DEB é um departamento temático, com áreas e subáreas de atuação bem definidas. Mais do que isso, os docentes do DEB definiram regras claras e coerentes do que seja a formação de engenheiros biomédicos em nível de pós-graduação, com algumas particularidades em relação aos demais departamentos da FEEC . O DEB foi o pioneiro, dentro da FEEC, na definição de disciplinas obrigatórias e na aprovação prévia de bancas pelo Conselho do DEB.

Diversos projetos de pesquisa e desenvolvimento de pequeno, médio e grande porte estão sendo coordenados por docentes do DEB em colaboração com o CEB, com outros grupos de pesquisa, empresas externas, hospitais e governo. Os 3 projetos maiores captaram cerca de R$ 18 milhões, e contribuem para criar uma infraestrutura que possibilite, além das atividades acadêmicas atuais, a implantação de um novo curso de graduação em EB, acoplado de modo versátil e moderno à pós-graduação, atualmente em fase de elaboração.

Os projetos de pesquisa são abrangentes, englobam desde tecnologia baseada em animais (animal inspired technology, biomimicry) até sistemas de gerenciamento de risco na área hospitalar. Eles visam o desenvolvimento tecnológico, a pesquisa básica e aplicada, a transferência de produtos e conhecimento para a sociedade, sempre com uma característica comum: a interdisciplinaridade. Além disso, a maior parte das pesquisas envolve a interação com diversos laboratórios no Brasil e em diversas partes do mundo.

O DEB é responsável pela criação do primeiro e mais conceituado curso de Especialização em Engenharia Clínica do país. Graças à formação e atuação interdisciplinar reconhecida em EB, os docentes do DEB participam, inclusive como dirigentes, de importantes entidades nacionais e internacionais, como a International Federation for Medical & Biological Engineering, o American College of Clinical Engineering, além de diversas sociedades científicas (com destaque para a Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica), além de assessoria a órgãos públicos e privados (ABNT, ANVISA, ANS, CONEP, FAPESP, FINEP, MCT, MS, etc.).

Todas estas características sublinham a importância do DEB para a UNICAMP e para o país, conquistada graças às suas particularidades: ser um departamento temático de atuação interdisciplinar.