Avatar é usado por surdos em sala de aula

Estudo mostra como alunos compreendem a tradução para Libras em atividade proposta em livro do ensino fundamental

O professor José Mario De Martino, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp, conta que em uma das edições do evento anual “Ciência e Arte nas Férias” recebeu, no Laboratório do Departamento de Engenharia de Computação e Automação Industrial (DCA) da FEEC, um grupo de alunos surdos do curso médio, entre 16 e 17 anos, acompanhados por uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) interessados em conhecer as atividades de pesquisa lá desenvolvidas. Em dada altura da exposição, uma aluna, que revelava muito interesse, quis saber como as imagens aparecem na TV. Ao abordar o conceito de luz e de sua propagação no espaço, a moça se mostrou atônita e nervosa porque, para a ela, o conceito de propagação da luz não fazia sentido. Depois de certa dificuldade e de um bom tempo, se esclareceu que o conceito de luz tinha sido entendido como lâmpada e, para ela, a movimentação de uma lâmpada no espaço era incompreensível. Diante do ocorrido, ele aventou a possibilidade de alguns problemas que afetam essa comunicação: a dificuldade de tradução por falta ainda de sinais adequados em Libras, deficiência na tradução e até carência de conhecimentos básicos de ciências desses alunos. Essa jovem, diz ele, embora revelasse muito interesse e potencial, provavelmente não tivera acesso a conhecimentos que devem ser do domínio de um aluno que vem do ensino médio. Para o docente, gerações de surdos estão sendo marginalizadas e desperdiçadas em decorrência do ensino deficiente que recebem, pois a maioria das escolas brasileiras não está preparada para atendê-los.

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