A energia mais verde é a que não é consumida

O marco legal da micro e minigeração distribuída, instituído pela Lei 14.300/2022, sancionada em 7 de janeiro último, significa avanço importante para a energia renovável no País, especialmente a microgeração por consumidores que instalarem sistemas fotovoltaicos – alternativa que teve crescimento de 316% nos últimos dois anos, chegando a 8.550MW ao final de 2021, conforme informação do governo federal. A avaliação é do professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Luiz Carlos Pereira da Silva, que vem acompanhando as discussões sobre o assunto atentamente.

Ele destaca que inicialmente regulado por resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o tema tornou-se polêmico a partir de 2019, quando se cogitou suspender os subsídios a quem produzia energia solar e transferia o excedente para a rede elétrica mantida pelas empresas de distribuição sem pagar pelo uso da infraestrutura. “Nesse marco legal, conseguiu-se criar um processo de transição e preservar o direito adquirido”, aponta.

Contudo, para ampliar significativamente o uso das fontes solar e eólica, afirma Silva, será necessário incrementar a capacidade de guardar a energia gerada, o que ainda tem alto custo e não está consolidado no Brasil. “A tecnologia de armazenamento hoje, depois da Covid, talvez seja o tema mais pesquisado no mundo inteiro”, ressalta o professor que foi agraciado pelo SEESP em dezembro de 2021 com o prêmio “Personalidade da Tecnologia” na categoria Energia sustentável.

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Luiz Carlos Pereira da Silva: a energia fotovoltaica, como surge agora no Brasil,
é um casamento entre o consumidor e a distribuidora. Foto: Acervo pessoal